Rodas de conversa sobre o Grito dos Excluídos chegam a Buíque e Tupanatinga

Nesta terça-feira (5), os municípios de Buíque e Tupanatinga sediaram a quarta e quinta rodas de conversa alusivas a 23ª edição do Grito dos Excluídos.

As rodas de conversa tem como objetivo refletir a partir das proposições e reivindicações apresentadas nos encontros que irão ocorrer nas 4 (quatro) regiões pastorais. Cada região deve escolher um representante que irá apresentar a compilação dessas propostas no dia 5 de outubro durante o “Seminário Diocesano do Grito dos Excluídos”.

Com o tema “Vida em Primeiro Lugar”, e o lema “Por direitos e democracia, a luta é todo dia”, a proposta diante de tantos acontecimentos na atual conjuntura política e social do país, é debater a defesa dos direitos, da democracia, e do povo.

Em Buíque o encontro ocorreu no salão paroquial da igreja de São Félix de Cantalice. Participaram o pároco, agricultores (as), representantes dos povos tradicionais, agentes da Cáritas Paroquial Santana de Buíque, representantes da gestão municipal, de associações, movimentos sociais, grupo de jovens, e integrantes do grupo “Mulheres Costurando Sonhos”.

Segundo Jéssika de Oliveira, integrante da Cáritas de paroquial, “diante de tantas colocações feitas aqui só vejo um grito sufocado em nós. E não podemos nos calar. Como jovem falo com toda convicção que só podemos ir em busca dos nossos direitos  quando nos reconhecemos como sujeitos de direito”, comenta.

Complementando a fala de Jéssika, o padre Luiz Benevaldo esclarece que “as rodas provocam o povo a pensar nos nossos direitos. A nossa situação em Buíque é delicada, e temos que despertar a consciência de estrutura familiar porque é a partir da família que faremos a diferença na vida das pessoas”.

 Em Tupanatinga a roda também ocorreu no salão paroquial, e contou com a participação de agentes da Cáritas Paroquial Santa Clara de Assis, e leigos e leigas.

Durante a apresentação da metodologia da roda, o senhor Cícero Jessé de Lima, mas conhecido como Senhor Formiga, “ o que mais me chamou a atenção foi a pergunta: Quais são os gritos da nossa comunidade? Por se lembrar que as aulas do projeto Crescendo com Cidadania, promovido pela Cáritas Paroquial, ainda não iniciaram”.

Dona Erluce Pereira,agente Cáritas paroquial e mãe de ex-aluna do projeto, se emocionou ao falar da sua comunidade, e atual realidade em que vivem. “nossos jovens estão largados. Ninguém volta o olhar para eles, e precisamos ter ações que  façam com que os jovens entendam o que são direitos , e como é importante eles entenderem isso”, declarou.

A professora Maria de Lourdes, também declarou que a culpa na maioria das vezes de muitas coisas não caminharem é nossa por nos calarmos. “Não podemos nos calar jamais. Quem cala consente, e  precisamos mudar isso. Tudo só mudará quando juntos formarmos um único grito de mudança”, finaliza.

Da área pastoral de Arcoverde  que compreende os municípios de Buíque e Arcoverde, os  representantes para o  Seminário Diocesano do Grito  serão: Jéssika de Oliveira, Lucicleide Barbosa, Roseane de Souza, Irmã Aparecida Mácoris, Maria de  Lourdes, Erluce Pereira, e  Maria Madalena.

A próxima roda ocorre na terça-feira (19), na sede da Cáritas Diocesana de Pesqueira.

Por Fabiana Francelino, Núcleo de Comunicação da Cáritas Diocesana de Pesqueira.

 

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