Cáritas Diocesana de Pesqueira faz parceria para construção de cisternas e bioágua em escolas de comunidades rurais
Cerca de 967 pessoas serão beneficiadas diretamente com a implementação das tecnologias sociais
É possível conviver de forma sustentável com o Semiárido? Um projeto inovador executado em cinco municípios do Agreste e do Sertão de Pernambuco tem provado que sim. O “Águas para Educar” executado pela Cáritas Diocesana de Pesqueira consiste na construção de cinco cisternas para captação de água da chuva com capacidade para armazenar 52 mil litros; e implantação de cinco sistemas de reuso de águas residuais (bioágua), para a produção de uma horta em cinco escolas rurais nos municípios de Tupanatinga, Buíque, Pesqueira e Sertânia.
O objetivo desta ação é que a temática sobre o acesso a água como direito humano seja pauta de discussão nas escolas no Semiárido que muitas vezes chega a dificultar o funcionamento das unidades. O projeto busca novas experiências, voltada para uma educação contextualizada, levando para a escola o debate da convivência com o Semiárido através de momentos de formação, capacitação de conteúdos e técnicas para sustentabilidade do projeto, a exemplo de gestão comunitária, que permitirá que a comunidade se torne responsável pela continuidade da ação.
O Projeto é uma parceria da Água Ama – água mineral produzida pela Ambev- em parceria com a Fundação Avina, e significa investir 100% do lucro da água mineral vendida para projetos de acesso à água potável no semiárido brasileiro.
Atualmente nove projetos estão em andamento em diversos municípios do nordeste brasileiro em diferentes segmentos como: revitalização e adequação do sistema de água; instalação de poço para acesso à água encanada, gestão comunitária e placas solares, o que beneficia cerca de 6600 pessoas.
“O Projeto Águas para Educar tem um diferencial que é a implantação do bio-água associado à cisterna. Porém, temos discutido com os alunos, professores e gestores das escolas que a etapa de construção não significa que o projeto alcançou o objetivo. Esperamos que cada escola contemplada dê continuidade na produção de alimentos saudáveis, de forma que cada aluno e aluna perceba a importância dessa ação na vida da comunidade. Essa é a nossa expectativa para a implementação deste projeto”, declara a secretária executiva da Cáritas Diocesana de Pesqueira, Neilda Pereira.
Cinco escolas de comunidades rurais de ensino fundamental e médio – quilombolas, indígenas e tradicionais- serão beneficiadas com a chegada das tecnologias sociais. O Projeto irá atender as escolas localizadas nas comunidades Riacho dos Porcos; Mundo Novo, Mina Grande, Negro do Osso e Mata Verde.
“Esse projeto vai mudar nossa comunidade, vai despertar nos nossos filhos outra visão, eles vão crescer sabendo a importância da água e como são produzidos os alimentos que chegam na nossa mesa, assim eles vão dar mais valor”, conta Luciana Leandro, mãe de uma estudante da comunidade de Mundo Novo, em Buíque.
A próxima etapa será a realização do curso sobre Gerenciamento de Recursos Hídricos (GRH) nas cinco comunidades, trabalhando questões como a importância e preservação da água e do meio ambiente, benefícios da água limpa para a saúde, ações coletivas e produção orgânica.
Por Núcleo de Comunicação da Cáritas Diocesana de Pesqueira


