Reunião com instrutores de GRH discute procedimentos metodológicos para capacitação em GAPA
A dificuldade de acesso à água nas áreas rurais do nosso país faz com que a utilização de tecnologias sociais como a cisterna seja importante para o bem estar de famílias que vivem nessas regiões. A gestão desses recursos hídricos, no entanto, nem sempre é feita de maneira correta, o que acaba ocasionando o desperdício e a má utilização da água tão escassa nas áreas que sofrem com as secas prolongadas.
Com o objetivo de levar a reflexão a respeito das estratégias de manuseio e uso das águas captadas nas cisternas, agricultores e agricultoras das comunidades de Serra Verde, Sítio do Meio e Gravatá, no município de Belo Jardim, participarão de 25 a 27 de abril, da capacitação em Gestão de Água Para a Produção de Alimentos (GAPA), do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2).
Nesta segunda-feira (23), na sede da Cáritas Diocesana de Pesqueira, executora do Programa, uma reunião com os instrutores de Gestão de Recursos Hídricos (GRH) pautou os últimos detalhes para a capacitação, com a construção da grade metodológica e formulação da programação do encontro.

Participaram da reunião os assessores técnicos da Cáritas Diocesana de Pesqueira, Janaina Nair e Francimário Gomes, e o coordenador de projetos Joseilton Evagelista; bem como, os instrutores de GRH que ministram as capacitações, Antônio Laudivan, Gildo José e Aldo Gustavo.
“Nós discutimos os procedimentos metodológicos e os conteúdos das capacitações, no sentido de garantir uma boa execução dessa atividade junto às famílias agricultoras. A ideia do curso de GAPA é sensibilizar as famílias na gestão da água das tecnologias sociais de convivência com o semiárido para a produção de alimentos, como a cisterna calçadão de 52 mil litros, a cisterna de enxurrada e o barreiro de trincheira, no sentido que essa água garanta a irrigação e a produção nos quintais produtivos do entorno das tecnologias durante a maior parte do ano”, reforçou Joseilton.

A implementação de tecnologias sociais de acesso à água amplia as condições das famílias agricultoras para produzir seus próprios alimentos de maneira saudável e consciente, servindo tanto para o autoconsumo, como para geração de renda através da comercialização dos produtos. Com essa produção, os agricultores (as) tem a oportunidade de diversificar o seu consumo, aumentando dessa maneira a qualidade nutricional do que colocam na mesa de suas famílias.
Por Núcleo de Comunicação da Cáritas Diocesana de Pesqueira